Família Alicerçada em Deus

Família Alicerçada em Deus

Texto base: “e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não poderão prevalecerão contra ela”. Mateus 16:18

            Deus criou a família. Ele é o seu melhor alicerce. A família alicerçada em Deus prevalece. “E sobre esta pedra edificarei minha família, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.
            Para prevalecer é preciso estar edificado na Pedra, na Rocha, que é Jesus Cristo.
            Em uma obra, a fundação é o mais importante de tudo, para garantir a estabilidade da casa. Sua profundidade depende da quantidade de andares. Podemos usar esse exemplo na construção da família:

Profundidade em Cristo

            Para construir um andar só – solteiro: a fundação não precisa ser muito profunda, mas tem que ser bem feita. O solteiro tem a responsabilidade de orar apenas por si mesmo. É claro que muito filhos intercedem por seus pais, avós, tios, enfim. Mas a responsabilidade é diferente. Ao solteiro não cabe educar ou conduzir ninguém para os caminhos do Senhor. Ainda que ore, ensine, faça tanto por outras pessoas, sua responsabilidade é para si mesmo.
            A fundação tem que ser bem feita, para que o solteiro esteja pronto para constituir família. E uma fundação é bem feita à base de oração, leitura bíblica, jejum. O comprometimento durante a vida de solteiro pode facilitar no momento em que a fundação precisar ser reforçada.
             
            Para construir dois andares – casal: é preciso reforçar a fundação, cavar até a profundidade anterior e ir além. Agora, os cônjuges são responsáveis um pelo outro. A mulher tem o dever de orar pelo marido, e o marido pela mulher. Um precisa suprir o outro em tudo o que for necessário.
            Quando dois solteiros comprometidos com Cristo se unem, eles levam esse comprometimento para o casamento. Pois, além de um orar pelo outro, eles também oram junto, estudam a Bíblia juntos, jejuam juntos.
            Uma amiga que convidei para pregar no culto da Família, Heloísa Tchemola, em sua mensagem disse que o momento de maior intimidade do casal é quando eles oram juntos, já que na oração confessamos nossos pecados, sentimentos arrependimentos, nos despimos de tudo. Um casal que ora junto é um casal íntimo de fato, e tem uma fundação inabalável.
            Para construir três ou mais andares – filhos: além dos cônjuges cuidarem um do outro, ambos precisam cuidar dos filhos. Orar com os filhos, ensinar a Palavra de Deus, a importância de estar na igreja, porque servir a Deus. A criança ensinada no caminho de Deus não se aparta dele. A responsabilidade de ensinar a criança é dos pais, primeiramente.
            Nenhum pré-adolescente gosta de acordar cedo no domingo e ir para a igreja. Muitas congregações não têm atividades para crianças nessa idade. Mas os pais cristãos têm a obrigação de leva-los para a igreja! Os filhos não têm poder de decisão, não podem escolher se vão ou não – os pais devem decidir. Claro, é um conceito retrógrado para o mundo em que vivemos. Mas pais, a salvação dos filhos de vocês depende em parte disso – é melhor um pouco de aborrecimento agora do que muita dor e sofrimento mais tarde.  E lembrem sempre – os filhos são herança do Senhor – precisamos cuidar bem do que Deus deixou sob nossa responsabilidade!

            Independentemente da quantidade de andares, nossa fundação precisa estar sempre reforçada: quanto mais “cavamos”, quanto mais nos humilhamos diante de Deus, mais forte ficamos; mais forte fica nossa fundação, nossa casa.

           As casas, bem construídas ou não, enfrentam diversos problemas: infiltração, cupim, pestes, enchentes, vendavais, queda de árvores, deterioração do solo, violência na vizinhança e proximidades, enfim.
            As casas precisam de cuidado, de manutenção constante. E as famílias também! Amor, carinho, um agrado (é sempre bom!) perdão, reconhecimento. Não importa o quanto amemos nossa família, precisamos demonstrar, e também falar. O reconhecimento é tão importante, mas tão esquecido! Muitas famílias são abaladas porque as pessoas não deixaram de amar, apenas não demonstram. Pais que não reconhecem o esforço dos filhos, cônjuges que não reconhecem o esforço um do outro. Irmãos que não se perdoam.
            Uma família edificada corretamente na Rocha, com boa fundação e manutenção, permanece firme e resistente contra qualquer ataque inimigo. O inferno não prevalece contra ela!


“Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus". Mateus 16:19

A Família Prevalece


A Família Prevalece



Texto Base: Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra. Mateus 2:11



            Este ano o tema do ministério com famílias é A Família Prevalece. E a divisa está em Mateus 16.18: “e sobre esta pedra edificarei a minha família, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. ”

            Uma das mensagens, porém, foi baseada no texto que narra o nascimento de Jesus. Mas o que o nascimento de Jesus tem a ver com esse tema?

            Prevalecer significa continuar a existir, persistir, conservar-se. Os Evangelhos nos contam que Jesus nasceu em um estábulo, e foi colocado em uma manjedoura, pois não havia lugar para ele nascer. Mas mesmo tendo nascido num estábulo, sem luxo algum, a majestade de Jesus foi reconhecida e conservada. Os reis magos foram até lá para adorar e presentear o rei!         

Características do Rei

            Quais são as características de um rei? Como um rei é reconhecido? Por usar uma coroa, um cetro? Esses itens são apenas estéticos. Um rei é reconhecido principalmente pelo seu comportamento. Jesus não apenas nasceu num lugar humilde, ele viveu de forma humilde todo o tempo que esteve aqui na terra. Andava com todos, atendia a todos - um rei é humilde. Jesus também aconselhou, ensinou, exortou, com sabedoria - um rei é sábio. Jesus amou até o fim, e perdoou seus inimigos; deu o que tinha, ajudou a todos – um rei é compassivo. Jesus também pagou seus impostos e cumpriu a lei – um rei é justo.



Conservando a Família...

            Independente do lugar onde estava, Jesus permaneceu sendo rei. Independente do lugar onde esteja, sua família precisa ser conservada. Há famílias que têm casa própria, que moram no terreno dos pais, que moram de aluguel, que moram em área de risco. Não importa o lugar – na verdade, o lugar não deve influenciar em nada a família, mas exatamente o contrário! Famílias cristãs são como faróis para as demais; são as que levam luz, que a Palavra de Deus. E as famílias cristãs precisam ser bênção onde moram, e mais ainda: canal de bênção para os vizinhos! Jesus nasceu no lugar onde os animais ficam, mas prevaleceu como rei. Onde sua família está? É perigoso? Os vizinhos curtem som alto? Fazem fofoca? São invejosos? Prevaleça! Conserve-se! Mantenha seu testemunho inabalável. Mantenha-se firme em oração. Retribua o mal com e bem. Se Deus te colocou onde você está, é porque Ele tem um motivo. Ele quer te usar aí!

            Lembre-se da viúva, que foi orientada pelo profeta a pedir baldes a seus vizinhos para encher de azeite e vende-lo. O azeite vendido garantiu a quitação das dívidas e ainda o sustento da viúva e seus dois filhos. E enquanto havia baldes, houve azeite. Se você precisasse de baldes emprestados, seus vizinhos te ajudariam? Todos eles? Vários baldes? Sempre pensamos em como as pessoas precisam mudar, mas às vezes é necessário pensarmos em como nós podemos mudar. Ou ainda: o que Jesus faria se estivesse aqui? Humilde, sábio, compassivo, justo; o que Ele faria?



... na humildade

            Jesus é um rei humilde. As famílias precisam prevalecer na humildade. Jesus atendia a todos que lhe pediam. Estava no meio de todos, compartilhando o pão, as dores, as angustias. Seja humilde, e ensine sua família a ser humilde. Humildade não é chorar miséria, ou agir como se tudo estivesse ruim, ou fingir ser pobre. Jesus não era pobre, era humilde. Não é uma questão financeira, é uma questão de caráter. Compartilhe o que você tem, ajude quem precisar. Às vezes, as pessoas precisam apenas de um abraço. Ajude. A humildade precede a honra, e a soberba precede a ruína.



... na sabedoria

            Jesus é um rei sábio. As famílias precisam prevalecer na sabedoria. Jesus sempre tinha (e ainda tem) palavras sábias para ensinar o povo, para aconselhar. Será que algum vizinho pode contar com você para ser aconselhado? Ou você é aquele crente que só julga os demais?

            Deus dá sabedoria a quem quer que peça. Peça sabedoria! Para guiar sua família nos caminhos de Deus. Para viver nesse mundo tão complicado, cheio de conceitos contrários ao que Deus ensina, para amar a todos e perdoar. Peça sabedoria! E compartilhe! Jesus, o mais sábio de todos, não guardou seu conhecimento para si. Ele ensinava, e com amor. Esteja pronto para dar uma palavra de Deus a quem precisa! Com amor, sem julgar. Se julgamos, somos julgados, com a medida que julgamos seremos julgados... então, não julgue: aconselhe, ensine, ore. Seja um exemplo onde você está. Seja um farol para que os vizinhos saibam que podem contar com você, que podem olhar para seu lar e ter esperança, sentir a presença de Deus na sua casa.

            Um bom conselho pode salvar vidas. Esteja atento aos seus vizinhos. Nem todos sentem-se à vontade para conversar. Mostre, aos poucos, que você estará pronto a ouvi-los quando for necessário. Nada vale mais no mundo todo que uma vida. Se você puder salvar uma, faça!

            Esteja atento também à sua casa, à sua família! Ensine seus filhos no caminho em que devem andar, não com palavras, mas com ações. Seja exemplo, e eles aprenderão a lição. Seja exemplo para seu cônjuge, seus pais, toda a sua parentela, e eles reconhecerão que o Espírito Santo habita em você.



... na compaixão

            Jesus é um rei compassivo. As famílias precisam prevalecer na compaixão. Não existe melhor exemplo para falar de compaixão: Jesus se entregou por todos nós e ainda nos perdoou! Nós, pecadores, maus, loucos, enfim. Ele não fez acepção de pessoas; quem somos nós para o fazer?

            Amor, perdão e compaixão poderiam ser tópicos separados, mas a verdade é que um depende do outro. Ter compaixão é me colocar no lugar do outro; se tenho compaixão, perdoo, porque entendo. Se perdoo, amo, porque o amor encobre multidão de pecados.

            Jesus muito amou e muito perdoou. Você ama a si mesmo? Ama sua família? Então, perdoe! Não pode haver aquele parente que você não quer ver nem nas festas de fim de ano! Não pode ter aquele primo ou tio que fez fofoca e virou seu inimigo. Perdoe! Perdoar é começar de novo, como se nada tivesse acontecido. Então, não vale perdoar e manter a desconfiança, senão não é perdão. Tem dificuldade? Peça a Deus que te ajude! A falta de perdão traz cegueira, peso, mal-estar, câncer. Perdoe! Ensine sua casa a perdoar! Afinal, se Jesus perdoou você, porque você não pode perdoar os outros? “Ah, mas eu não fiz nada de errado”! Não há homem nenhum que não peque – a Bíblia nos fala isso. E para Deus, não há pecado pequeno ou pecado grande; não há tipos diferentes de inferno. Pecado é pecado e o final é o mesmo. Então, perdoe!

            Trate os outros como gostaria de ser tratado. Sejam seus filhos, sejam os vizinhos, qualquer um. Não espere o mesmo deles, para não se frustrar. Mas faça-o. Muitos pais acham que fazem o melhor para os filhos, sem na verdade perguntarem aos filhos! Então, coloque-se no lugar deles – lembre-se de como era quando você tinha a idade que eles têm hoje, pense como seria ruim ser obrigado a fazer o que não quer, ou a seguir uma profissão que não deseja. E tenha em mente que o importante é o Deus quer para seus filhos, não o que você quer para eles.

            Aja com seus vizinhos como gostaria que eles agissem. Se sujam sua calçada, não suje a deles; se ouvem som alto, não ouça o seu, se não dão bom dia, dê bom dia! Seja diferente, seja o farol!

            E não espero o mesmo deles, de ninguém, na verdade. Faça o certo simplesmente porque é o certo. E Deus, que tudo vê, vai te recompensar. Isso é o que importa.



... na justiça

            Jesus é um rei justo. As famílias precisam prevalecer na justiça. Manter as características independente das situações.

            A nossa justiça não depende da justiça alheia. Se as cobranças são abusivas ou injustas, se há muitos juros, se há muito impostos, não cabe a nós deixar de pagar as contas. Não cabe a nós fazer ligações ilegais. Os maus administradores serão punidos. Se agirmos com injustiça, também seremos punidos. No Brasil, reclama-se muito de corrupção. Mas a verdade é que quase todos os brasileiros são corruptos, e aprendem em casa: furar fila, dar um jeitinho, falar uma mentirinha, pegar uma caneta no trabalho, colar na prova... É preciso ensinar as crianças a serem honestas, mesmo que a honestidade traga ônus. Lamentações 3:30 diz: farte-se de afronta. Honestidade, por vezes, nos farta de afronta. Mas é necessária. Um rei não estabelece seu reino em meio a injustiça. Sua família não pode prevalecer na injustiça. E sempre tenha em mente que a melhor forma de ensinar é através do exemplo. Se fores justo, seus filhos aprenderão a serem justos também.

            A injustiça acarreta sofrimento, desigualdade, sentimento de impotência, mesmo que a princípio pareça doce. O certo é sempre o certo, e sempre vai ser o melhor. É mais difícil, custa mais, mais as consequências são as melhores. Afinal, dormir em paz não tem preço. E a injustiça não caminha junto com a paz.



            Se observarmos o exemplo de Jesus, que independentemente da situação, do lugar, das pessoas e das circunstâncias, conservou suas características e manteve sua condição de rei, e o seguirmos, então também prevaleceremos.

           

            Que Deus a todos abençoe!

Minha Família na Presença de Deus

Minha Família na Presença de Deus

Texto Base: Salomão levou a filha do faraó da cidade de Davi para o palácio que ele havia construído para ela, pois dissera: "Minha mulher não deve morar no palácio de Davi, rei de Israel, pois os lugares onde entrou a arca do Senhor são sagrados". 2 Crônicas 8:11

 
            Salomão havia se unido à filha de faraó em um casamento político. Ela não era israelita, e tampouco tinha os costumes do povo de Deus. O próprio Deus já havia admoestado o povo quanto à casamentos mistos, sabendo a influência que um cônjuge tem sobre o outro.
            Salomão estava ciente de que sua esposa não era digna de estar em lugares considerados sagrados por não reconhecer a santidade de Deus. É importante lembrar que naquele momento, a presença de Deus não se manifestava como hoje. A arca de Deus representava sua presença; para estar diante de Deus era necessário que houvesse sacerdotes; a expiação pelo pecado ou até mesmo a gratidão a Deus exigiam sacrifícios. Jesus veio para simplificar as coisas. Falar com Deus hoje depende apenas de clamarmos a Jesus (com fé, claro). Não precisamos de algo que represente a presença de Deus pois o Espírito Santo (que é o próprio Deus) habita em nós. Até então, porém, havia todo um procedimento para que Deus se manifestasse; ter a presença de Deus era algo valiosíssimo. Por isso, a importância quanto ao local por onde a arca passara – era onde o próprio Deus havia passado. Logo, Salomão leva sua esposa para um palácio construído somente para ela. Mas a atitude de Salomão foi correta?
            Salomão era rei. Ocupava uma posição especial. Diante de todos, mantinha a postura de rei. Somente os que conviveram com Salomão na intimidade realmente sabiam como ele era. Ao levar sua mulher para outro palácio, feito somente para ela, Salomão a afasta da presença de Deus, e também da sua. Ele poderia ter aproveitado a convivência com sua mulher para testemunhar de toda a sabedoria que Deus lhe concedeu. Mas ele a afastou. Como ela iria conhecer a Deus assim? Diferentemente do que Salomão fez, é indispensável que coloquemos nossas famílias na presença do Senhor, no lugar sagrado. Salomão teve uma grande chance de ensinar à egípcia tudo o que Deus lhe ensinara, de compartilhar com ela tudo o que Deus lhe mostrara. Ele preferiu, contudo, a afastamento.
            O afastamento na família pode causar danos irreparáveis. Adultério geralmente começa com afastamento físico e emocional; suicídio também começa com afastamento. Uma mãe que convive sempre com seu filho, faz parte do dia a dia dele, conhece seus amigos, seu jeito, seus gostos, vai perceber quando algo estiver diferente. Vai perceber a frustração, ou a depressão que antecedem tendências suicidas; vai perceber se alguma violência tiver ocorrido. O problema é que muitos estão fazendo como Salomão: afastando suas famílias de si mesmos e de Deus.
            O afastamento não é apenas físico. Duas pessoas no mesmo ambiente, cada uma com seu celular na mão dando atenção aos aparelhos e não uma a outra estão afastadas. Elas podem estar sentadas lado a lado. Mas estão afastadas. Essa é nossa realidade hoje! Salomão tirou sua mulher de onde a arca estivera por entender que era um lugar sagrado – hoje entendemos que é no lugar sagrado onde nossa família precisa estar!
            Precisamos estar perto dos nossos familiares. Eles serão impactados e alcançados pelo nosso testemunho. E não é o testemunho falado, mas o vivido: o comportamento diante das mais diversas situações da vida; o amor sem medidas, o perdão, a compaixão: Cristo em nós!

            Precisamos colocar nossa família onde Deus está, no lugar santo! É ali onde Deus irá curá-la, operar milagres, se manifestar. Não precisamos mais de uma arca, O Espírito Santo – o próprio Deus – habita em nós. Não precisamos mais de sacerdotes ou sacrifícios – Jesus já fez tudo o que era necessário. Se quisermos o bem para nosso lar, se quisermos o melhor para nossa família, precisamos colocá-la pertinho do Pai, no lugar santo, aos pés de Jesus, na presença de Deus.
Coragem!

Texto Base: "Seja forte e corajoso, porque você conduzirá esse povo para herdar a terra que prometi sob juramento aos seus antepassados. Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem sucedido por onde quer que andar.
Josué 1:6,7

Conforme o dicionário, coragem significa : bravura; senso de moral intenso diante dos riscos ou do perigo. Confiança; força espiritual para ultrapassar uma circunstância difícil. Determinação; cuidado e perseverança no desenvolvimento de algo. Expressão usada para dar força, ânimo: coragem, vamos adiante!



Ter coragem não significa não ter medo. Significa agir apesar do medo. O medo é importante para nos impedir de cometer loucuras. Mas a coragem é indispensável para descobrirmos o novo. Josué, apesar de ter estado com Moisés por tantos anos e visto tudo o que Deus operou, teve medo. Medo de assumir a responsabilidade por todo o povo em uma tarefa nova – a liderança. Em qualquer outra situação poderíamos falar que o medo de Josué seria justificável – o impediria de assumir tal responsabilidade, inclusive porque eles ainda lutariam muitas batalhas e provavelmente alguém morreria. Ter tantas vidas nas mãos assustaria qualquer um! Ele poderia ter recusado a liderança pelo temor que sentiu com toda a responsabilidade que o cargo exigiria.

Josué, porém, recebeu uma ordem direta do Senhor – conduza o povo! Mas, junto com a ordem veio o ânimo: seja corajoso!

Muitas vezes temos medo de fazer algo, mesmo dentro da igreja. Temos medo de assumir um cargo, temos medo de evangelizar, de falar de Jesus, de ir à campo, de dançar fora do templo... O medo cerca nossas vidas cristãs. Como dito antes, ele é importante sim, pois o medo nos molda quanto à possíveis loucuras. O medo nos ensina alguns limites essenciais para permanecermos vivos. Não vamos, por exemplo, pular de cabeça em uma piscina em que nunca estivemos antes. Não vamos sair correndo à 100, 120 km/h.  Uma mulher não vai evangelizar sozinha de madrugada. Não é prudente. Somente não podemos confundir esse medo, prudente, com o outro medo, covardia.

Deus a todo momento nos encoraja, como fez com Josué. Ele nos conforta sempre. Um ótimo exemplo é Jesus. Ele teve medo. A Bíblia nos mostra isso, no Getsêmani, quando Jesus pediu a Deus que passasse dEle o cálice (que não fosse Ele o sacrifício); mas logo obedeceu pedindo “seja conforme a Tua vontade”, e o Espírito Santo o confortou, o encorajou a cumprir Sua missão.

A Bíblia nos mostra diversos exemplos de coragem, além de Josué e de Jesus. Temos Daniel, que sob pena de morte (ser jogado na cova dos leões) permaneceu fiel em seu propósito; José, que foi vendido, traído, mas permaneceu fiel; Abraão, que foi chamado a ir para um lugar totalmente desconhecido, mas permaneceu fiel. Isaías, Jeremias, Jacó, Raabe, Davi, Abigail, Esdras... A coragem está intimamente ligada à fidelidade. Nosso ânimo vem do Senhor, a cada vez que ele nos anima, nos encoraja, nós nos aproximamos mais dEle.

Além dos exemplos de coragem, temos também na Palavra vários exemplos de covardia: Adão, Caim, Pedro, Judas, Rebeca, Davi, Moisés, Jonas, Acabe, as filhas de Ló... A covardia geralmente afasta o homem de Deus.

Coragem e covardia são traços de personalidade, mas também são atitudes isoladas. Davi era corajoso, de caráter, mas teve atitudes covardes em relação a Bete-Seba e Urias, e no caso de Tamar. Pedro era corajoso de cárater mas foi covarde ao negar conhecer Jesus.

A questão principal é que precisamos ser corajosos em nosso caráter. Talvez alguma circunstância na vida nos leve a tomar uma atitude covarde. Se for o caso, é preciso reconhecimento e arrependimento, para seguirmos em frente com Jesus.

Precisamos ser cristãos corajosos! O mundo em que vivemos hoje nos desafia a nos acovardarmos diante de ‘causas sociais’, comportamentos e experiências que Deus definitivamente não aprova.


Para sermos corajosos, precisamos ser convictos, certos de quem servimos, e de porquê o servimos. Precisamos defender nossa causa – não entrar em uma luta ou em uma discussão (nosso inimigo não é o homem, não lutamos contra a carne) – mas testemunharmos do Deus a quem servimos e sermos exemplo para os outros. Precisamos ter coragem e trabalhar em prol de um mundo melhor, agindo em favor dos outros e não de nós mesmo, seguindo o exemplo de Jesus.

Ideologia de Gênero e a Criação de Deus

Introdução

Ideologia de Gênero tornou-se um tema recorrente. Ouvimos sobre isso com frequência. Os debates sobre violência contra a mulher, preconceito racial e social abriram espaço para que militantes a favor da homossexualidade, transexualidade e transgêneros tivessem suas vozes ouvidas. Criou-se um grupo das ‘minorias’: se você luta por uma das causas, luta por todas.

Logo, a sociedade foi apresentada ao conceito da ideologia de gênero – não existe sexo ao nascimento. Não se pode determinar se a criança é um menino ou menina. A sexualidade é uma construção social, e a pessoa escolhe o que quer ser. Esse conceito, apesar de parecer novo, tem sua origem em Karl Marx e Friedrich Engels, que entenderam que a origem de todos os sistemas de opressão está na família, com a submissão da mulher ao homem, e que a família é resultado de uma opressão social.